Até que a vida os separe

 

No ano passado 4.202 casais decidiram oficializar suas uniões nos quatro cartórios de registro civil de Sorocaba. No mesmo período, 2.121 deram entrada em pedidos de separação e divórcio. Para cada dois casamentos realizados, um termina.

O número de casamentos em 2009 praticamente estabilizou-se em relação a 2008, quando ocorreram 4.189 registros. A maior parte dos casamentos (2.387) se concentraram no 2º Cartório, responsável pela zona norte, a mais populosa de Sorocaba. A estabilização dos casamentos, mesmo diante do crescimento da população, teria como um dos motivos a crise econômica que perdurou durante 2009.

“Muitas pessoas já vivem em união estável e acabam adiando a oficialização do matrimônio por questões financeiras”, afirma Gerson Maia da Silva, oficial delegado do 2º Cartório de Registros. Atualmente se casar no civil custa R$ 246,30, usados para pagar a habilitação para o casamento.

Se a crise pode ter  contribuído para a estagnação dos novos casamentos, analisar os motivos que levam ao rompimento de tantas relações é tarefa mais complicada, que encontra na raiz da separação os mais variados problemas.

“Na verdade hoje é uma minoria que permanece num casamento ruim apenas porque acha que tem de sustentar esta instituição. Outros sequer acreditam no casamento, mas se condicionam a casar e com alguns meses na relação acabam jogando a toalha. A tolerância hoje é menor. As pessoas dão menos chances à outra”, avalia a psicóloga Maria Inês Bonfini, que escreveu sua tese de mestrado com base na tendência nacional de aumento dos rompimentos.

Pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2008 mostra que o número separações (período de um ano antes do divórcio em que os casais ainda podem tentar se reconciliar legalmente) cresceu 24,8% em relação ao ano anterior. Divórcios aumentaram 34%.

Os empresários Ricardo  Almeida, 34, e Elineia Almeida, 35, namoraram por cinco anos e já moravam juntos quando, no final de janeiro, decidiram casar. Alheios às pesquisas, eles acreditam no casamento e sempre planejaram a oficialização legal. “Dá mais credibilidade à união, além de ser o sonho de toda mulher. Fizemos questão de sermos marido e mulher no papel.”

Casamento? Mas nem se vier pintado em ouro!
O oficial substituto do 1º Cartório de Registros, Flávio Santos, explica que desde 2007 os pedidos de separação podem ser feitos não só nos cartórios de registro, como nos cartórios de notas, o que facilitou o processo e gerou o aumento de pedidos. “A maior parte das separações de corpos acabam em divórcio. As reconciliações representam uma pequena fração.”

Separada há 12 anos, Fátima Castro, 52, não se preocupou em divorciar-se legalmente. Ela só se preocupará com isso se um dia o ex quiser casar-se de novo. Fátima diz que seus namoros jamais voltarão a subir o altar. “Casamento nem pintado de ouro. Um basta para experimentar”, brinca.

No ano passado 4.202 casais decidiram oficializar suas uniões nos quatro cartórios de registro civil de Sorocaba. No mesmo período, 2.121 deram entrada em pedidos de separação e divórcio. Para cada dois casamentos realizados, um termina.

O número de casamentos em 2009 praticamente estabilizou-se em relação a 2008, quando ocorreram 4.189 registros. A maior parte dos casamentos (2.387) se concentraram no 2º Cartório, responsável pela zona norte, a mais populosa de Sorocaba. A estabilização dos casamentos, mesmo diante do crescimento da população, teria como um dos motivos a crise econômica que perdurou durante 2009.

“Muitas pessoas já vivem em união estável e acabam adiando a oficialização do matrimônio por questões financeiras”, afirma Gerson Maia da Silva, oficial delegado do 2º Cartório de Registros. Atualmente se casar no civil custa R$ 246,30, usados para pagar a habilitação para o casamento.

Se a crise pode ter  contribuído para a estagnação dos novos casamentos, analisar os motivos que levam ao rompimento de tantas relações é tarefa mais complicada, que encontra na raiz da separação os mais variados problemas.

“Na verdade hoje é uma minoria que permanece num casamento ruim apenas porque acha que tem de sustentar esta instituição. Outros sequer acreditam no casamento, mas se condicionam a casar e com alguns meses na relação acabam jogando a toalha. A tolerância hoje é menor. As pessoas dão menos chances à outra”, avalia a psicóloga Maria Inês Bonfini, que escreveu sua tese de mestrado com base na tendência nacional de aumento dos rompimentos.

Pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2008 mostra que o número separações (período de um ano antes do divórcio em que os casais ainda podem tentar se reconciliar legalmente) cresceu 24,8% em relação ao ano anterior. Divórcios aumentaram 34%.

Os empresários Ricardo  Almeida, 34, e Elineia Almeida, 35, namoraram por cinco anos e já moravam juntos quando, no final de janeiro, decidiram casar. Alheios às pesquisas, eles acreditam no casamento e sempre planejaram a oficialização legal. “Dá mais credibilidade à união, além de ser o sonho de toda mulher. Fizemos questão de sermos marido e mulher no papel.”

Casamento? Mas nem se vier pintado em ouro!
O oficial substituto do 1º Cartório de Registros, Flávio Santos, explica que desde 2007 os pedidos de separação podem ser feitos não só nos cartórios de registro, como nos cartórios de notas, o que facilitou o processo e gerou o aumento de pedidos. “A maior parte das separações de corpos acabam em divórcio. As reconciliações representam uma pequena fração.”

Separada há 12 anos, Fátima Castro, 52, não se preocupou em divorciar-se legalmente. Ela só se preocupará com isso se um dia o ex quiser casar-se de novo. Fátima diz que seus namoros jamais voltarão a subir o altar. “Casamento nem pintado de ouro. Um basta para experimentar”, brinca.

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